sexta-feira, 31 de agosto de 2012

para ti!



Sento-me. À minha frente tenho uma resma de papéis e uma caneta. Acendo um cigarro. Pego na garrafa de vodka. Começo a escrever. Uma, duas, três folhas deitadas ao ar. As palavras já não têm qualquer significado para mim. Não fazem qualquer sentido. Volto a pegar na garrafa e bebo como se não houvesse amanhã. Agora sinto-me quente. Sinto a minha garganta a arder. Pego novamente na caneta e começo a escrever. Não tenho nada para (te) dizer. Sinto-me zonza, mas mesmo assim continuou. Quero apagar-te de mim. Por isso escrevo-te só para que saibas que sobrevivi. Lutei e venci.