Sento-me. À minha frente tenho uma resma de papéis
e uma caneta. Acendo um cigarro. Pego na garrafa de vodka. Começo a escrever.
Uma, duas, três folhas deitadas ao ar. As palavras já não têm qualquer
significado para mim. Não fazem qualquer sentido. Volto a pegar na garrafa e
bebo como se não houvesse amanhã. Agora sinto-me quente. Sinto a minha garganta
a arder. Pego novamente na caneta e começo a escrever. Não tenho nada para (te)
dizer. Sinto-me zonza, mas mesmo assim continuou. Quero apagar-te de mim. Por
isso escrevo-te só para que saibas que sobrevivi. Lutei e venci.
