É para ti que escrevo. Sim: para ti. Para ti que (não) és fraca. Para ti que és orgulhosa e não falas com quem mais te apetece falar. Para ti que ficas sensível por tudo e por nada. Para ti que és tão feliz aos olhos dos outros, mas no fundo só queres um cantinho teu para poderes chorar. Para ti que não és nada daquilo que os outros pensam... Ei! Olha a tua volta. Viste o que se passa? Volta a olhar. Desta vez com mais pormenor. Percebeste melhor? Já entendeste que o mundo não deixou de girar para que tu te pudesses recompor, não? Ele não vive em função de ti, mas tu também fazes parte dele. E depois? Depois vais erguer-te. Vais-te olhar ao espelho e dizer "eu sou uma grande pessoa". Vais chorar ao dizer isso, mas não pares. Olha-te nos olhos e repete novamente. Interioriza a frase. Desenvolve-a. Vive-a. Não deixes que os outros controlem o que só tu podes controlar. Não deixes que a vida passe por ti e nem te reconheça. Faz dela o que tu quiseres, mas sê feliz. Sê feliz à tua maneira. Não penses que a felicidade consiste em seguir o caminho certo. Não há caminhos certos. És tu que traças o teu. És tu que decides o que deves fazer. E nada nem ninguém te pode impedir. Afinal és dona e senhora das tuas próprias decisões. Ninguém sabe mais de ti do que tu. Por isso luta e não desistas. Deixa a tua marca.
