Havia uma menina que, sempre que a mãe ia trabalhar, ficava sozinha em casa. Tinha 6 anos e tinha prometido à mãe que, independentemente da circunstância, jamais abriria a porta de casa a alguém. Um dia de manhã, numa dessas vezes que tinha ficado sozinha em casa, ouviu a baterem à porta e, inconscientemente e fingindo esquecer tudo que tinha prometido, abre a porta. Vê que está um senhor desconhecido à sua frente e atrapalhada diz "A minha mãe não está em casa, volte mais tarde" e fecha a porta imediatamente e assustada. A menina ficou a pensar no senhor durante toda a manhã, sem saber bem o que fazer, sentia que ele lhe era algo, mesmo sem saber quem era. Quando a mãe chega para fazer o almoço, ainda confusa, ela diz-lhe "Sabes mãe, esteve aqui um senhor de manhã e eu...eu acho que era o meu pai". E era...
E foi assim que, um dia, eu conheci o meu pai: tarde e sempre sem qualquer tipo de amor e carinho para me dar.
